20 de jul de 2009

A crise mundial afetou o setor de tecnologia?


Segundo reportagem da INFO Online, os resultados das indústrias de tecnologia têm assustado os mercados no mundo todo (aqui).

A perspectiva de crescimentos de empresas como IBM, Nokia e Google tem se mostrado vazia, conforme os últimos resultados apresentados, e isso preocupa seriamente os analistas no ponto de vista de crescimento.

Na minha opinião, essa situação demonstra uma preocupação do ponto de vista de investimentos em pesquisa e desenvolvimento para o setor. Para que esses investimentos ocorram é necessário dinheiro que, em sua maioria das vezes é feito pelas captação através da venda de ações no mercado. Com essa onda depressiva, os investidores geralmente fugem deste tipo de aplicação e tais ações desvalorizam. Daí as indústrias sem dinheiro para investir, começam a perder espaço no mercado, afunda em crise e começa a demitir funcionários.

O leitor já está careca de saber o que acontece depois disso: tome o exemplo do estouro da bolha da internet em 2001. Não que vá se estabelecer o caos daquele período, mas muitas boas idéias que surgem, vão cair no esquecimento com grande facilidade.

É de conhecimento geral que a crise gera instabilidade e a instabilidade aprofunda a crise, a exemplo da escasses de crédito que se arrasta desde o início da crise financeira iniciada com práticas abusivas (para não dizer criminosas) que sucedeu-se no passado próximo. O setor de tecnologia parecia ser o único invicto mas, no entanto, parece estar cada dia mais perto de fazer parte do caos que parece querer se perpetuar.

Quem acompanha o mercado agropecuário, pode perceber que está acontecendo a mesma coisa. Para se ter uma idéia de números, os dados divulgados pelo Insituto de Economia Agrícola de São Paulo divulgou recentemente que a balança comercial dos agronegócios paulista sofreu um défict de U$3,19 bilhões. Claramente o setor dá sinais de desaceleração e a preocupação dos técnicos da área é de aprofundamento da crise para os próximos anos.

Assim como o setor agropecuário, diversos outros amargaram prejuízos enormes com a crise, não podendo ser contrário ao de tecnologia. Rupert Murdoch, dono da rede social MySpace já demitiu 420 funcionários, cerca de 30% de seu quadro atual, além de fechar diversas operações no mundo, inclusive no Brasil. No entanto, Murdoch afirma não ter interesse em vender a rede social, declarou o empresário em sua participação do encontro de empresários do setor de multimídia que ocorreu durante a Allen & Companu Sun Valley Conference, nos EUA.

Tendo em vista essa crise permanente, o futuro é sombrio, mas a expectativa é que o setor de tecnologia consiga se adequar a realidade, equilibrando suas contas e promovendo esforços para investimentos em pesquisa até que a "marolinha" passe de vez e traga bons frutos.

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