20 de mar de 2011

Encontro dos Profissionais de Pesquisa Clínica



Ontem tive a oportunidade de participar do XII Encontro Nacional dos Profissionais de Pesquisa Clínica, cujo  tema  “Pesquisa Clínica e o Novo Governo”. O Encontro foi promovido pela Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica (SBPPC) e posso dizer que minha impressão sobre o empenho e dedicação dos profissionais foi  confirmada hoje.

Em novembro de 2010, fui convidado por eles a ministrar  uma palestra sobre a visão do representante do sujeito de pesquisa para o Simpósio de Ética em Pesquisa, também organizado pela SBPPC e, desde então, tenho me alegrado bastante com os trabalhos e debates promovidos pela instituição e, hoje, pude ter certeza da consistência de seus trabalhos.

O evento foi fantástico, desde a organização, os estandes dos patrocinadores, o coffee break, as atendentes e recepcionistas. Os palestrantes também foram muito bem escolhidos e passaram com tranquilidade todas as mensagens propostas no programa. Aliás, um programa com uma proposta excelente!

De todas as palestras, a que mais me chamou a atenção foi a Conferência Magna do Dr. Gonzalo Vecina Neto, um homem com uma visão macro dos reais problemas (e soluções) brasileiros. Em uma hora, ele discorreu sobre as cinco principais tendências do Brasil para as próximas décadas, que compreendem diversas áreas de produção, sobre o que falou com precisão sobre as principais commodities produzidas no Brasil (que representam um terço do PIB brasileiro), bem como as oportunidades no contexto global em que o país está inserido.

Outro tópico importantíssimo da palestra do  Dr. Vecina Neto foi o desenvolvimento de pesquisas e a necessidade de investimentos governamentais e privados, mostrando que apesar do grande aumento nos investimentos por parte das agências de fomento - como CNPq, Fapesp, CAPES - é necessário que se tenha esse investimento multiplicado muitas vezes. Falou também sobre a importância da informação e seus avanços na era digital. Expôs sua  opinião  sobre a necessidade de se pensar nas tendências do Meio Ambiente e do tão falado “Capital Verde”, não como modismo, mas como  égide da sobrevivência do seres-humanos no planeta. Por último, falou sobre a importância de se rever o  papel do Estado, que “para se fazer um mundo novo é preciso repensar o atual”, sobre a premência de macromudanças, em busca de novos desafios, sobre desburocratização da máquina para agilizar as tomadas de decisão.

O objetivo do Encontro era justamente relacionar o evento à visão do Dr. Vicina Neto, aos outros temas abordados e à questão do desafio enfrentado pela presidente Dilma em relação à pesquisa em saúde, o que não será resolvido apenas com disponibilização de verbas para pesquisa, mas também com investimentos nas cinco áreas importantes do país: produção, pesquisa,  educação, meio ambiente e saúde.  Cabe a nós, brasileiros, debater um novo papel do Estado para aproveitar a onda de crescimento e deixarmos uma potência moderna e justa para as futuras gerações.

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